Da série "Baseado em fatos reais". Noite de terça-feira, dia 12 de maio, no Shopping Iguatemi, em São Paulo: - Blazer lilás + camisa roxa + calça lilás + sapato roxo - Tailleur com tamancos - Saia rodada acima do joelho em mulher com mais de 15 anos - Calça jeans com recortes laterais, cobertos por renda transparente Não, nunca, nem que te obriguem! Prefira morrer!
Escrito por Vanessa Barone às 19h27
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Alguém precisa parar a Madonna. Onde ela pensa que vai chegar com orelhas de coelho? Assim, nem Jesus salva!!
Escrito por Vanessa Barone às 19h53
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Ontem, ao andar pela rua, eu passei por uma moça usando um terninho e scarpins. Provavelmente, saía para o almoço. Ela caminhava pelas (terríveis) calçadas do meu bairro tentando não cair de cima dos scarpins de saltos finos e altos. A mulher em questão estava um pouco acima do peso e os seus pés pareciam que iam saltar pra fora dos sapatos, a qualquer momento. Não importa o que ela pudesse dizer, tenho certeza de que ela estava sofrendo alí, sobre aqueles sapatos torturantes. E por quê? Só porque nós mulheres adoramos sapatos??? Sim, amamos, às vezes mais do que amamos pessoas da nossa família. Mas o conforto deveria ser levado em consideração antes de qualquer compra tresloucada. Antes da vista aos bazares da cidade -- imperdíveis. Neste caso, deveríamos ser práticas como são, geralmente, os homens. Duvido que eles enfrentem essa tortura em nome da elegância... Eu nunca dei muita bola para as ressalvas dos ortopedistas a respeito de sapatos de bico fino e salto alto. Achava um pouco de exagero... Até ganhar uma mega inflamação num nervo do pé (Neuroma de Morton) por conta de tanto usar sapatos apertados. SIM! Eu confesso: já comprei sapato de número menor só porque era lindo, estava na promoção e era o último par... Uma idiotice, eu sei. Mas não pude resistir. E se hoje estou quase manca, é culpa dessa falta de força em resistir ao belos sapatos que não ficam confortáveis nos meus pés.
Escrito por Vanessa Barone às 18h59
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Aos dez anos de idade ainda se sofre de uma certa falta de gosto. Ou excesso, dependendo do ponto de vista. Nessa fase da vida começa-se, aos poucos, a abandonar aquelas manias de criança que o mundo adulto não entende - como usar fantasia de Cinderela para ir ao médico, vestir meia-calça no calor e sandália no frio, misturar doce-de-leite com bolo de chocolate ou, ainda, alternar uma colherada de sopa com outra de danoninho, durante o jantar. Aos dez anos o peso da vida de gente grande ainda não pesou nos ombros e as escolhas excêntricas mais parecem um grito final de liberdade, antes de começar a enterrar as manias infantis em nome das escolhas responsáveis.
Até os dez anos, é permitido ser o homem aranha que entra na fila do banco, de mãos dadas com a mãe, ou a fada Cininho que escolhe chocolates na gôndola do supermercado. Vestir fantasias é uma das melhores coisas da infância. E quando não são fantasias, são roupas combinadas ao sabor das vontades que se sobrepõem. E dá-lhe calça por cima de saia, regata com short e galocha e outras misturas que fazem a alegria da garotada, mas que deixam as mães à beira do desespero. Em vão. Não há censura que freie a miscelânea de estampas e a explosão de cores.
No quesito gastronomia, a confusão se dá de forma parecida: tudo combina com tudo, desde que seja exageradamente açucarado, pegajoso - e colorido, muito colorido. No almoço, que venha a macarronada com arroz e feijão. O pirulito preferido vai ser o que tiver a cor mais estanha e o sabor que mais faça salivar. O gosto de anilina salva a vida do tédio. A quantidade industrial de açúcar soa como um presságio de que a vida nunca mais será tão doce.
Escrito por Vanessa Barone às 15h01
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Liquidando o bom gosto
E é o que acontece se a gente não tomar cuidado! Já viram quantas tentações há nas vitrines por aí? Difícil resistir? Para mim, é quase impossível. Sim, é como diz o ditado: "faça o que eu falo, não faça o que eu faço". Também já comprei sapatos estranhos, porque estava barato. Enchi o guarda-roupa de coisas inúteis -- mas tão baratinhas! Tem jeito de não cair na armadilha da liquidação? Tem. Não vá ao shopping. Vá ao parque, ao museu, ao restaurante, mas passe longe das vitrines. Eu acho que é o único jeito. Já fiz o teste: dentro do shopping, mal me convenci de que não deveria comprar um vestido novo e, na próxima loja, já estava pronta para pagar por um par de sapatos ainda mais caros... É maluquice, coisa de gente louca por roupas e acessórios como eu! Aliás, que mulher não é? Mas resista! É na época das liquidações que cometemos os maiores atentados ao bom gosto e ao bom senso!
beijos e até a próxima.
Escrito por Vanessa Barone às 15h06
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Moda e comida
Você é o que você come, mas também o que veste. Moda e gastronomia andam juntas há séculos – desde que a primeira roupa foi feita com o que restou de uma fera abatida. De lá pra cá, foram várias coincidências de termos e conceitos e um mundo de transformações no gosto, nos hábitos e na etiqueta que rege esses dois universos. As semelhanças entre a moda e a gastronomia – como elas evoluem, regridem e refletem as mudanças sociais – será o assunto dessa coluna, a partir desse mês. Textura, cor, forma e sabor serão os ingredientes nesse ir e vir de caudas e caldas, tendências e referências, fusões e apropriações de gostos e sensações.
Afinal, a maneira de vestir tem tudo a ver com o jeito com que se come. Exagera-se na mesa e o corpo pena no vestíbulo. Comida alimenta o corpo, moda alimenta a alma. E ambos têm prazo de validade, grife e selo de procedência. Se um prato saboroso enche os olhos, uma roupa nova pode muito bem fazer salivar. Come-se com os olhos, veste-se com gula.
Uma boa receita é aquela em que os ingredientes se misturam para criar um sabor, como tecidos e aviamentos são unidos para materializar uma nova peça de vestuário. Uma costura mal feita expõe a matéria-prima e compromete o prazer, nos dois casos.
Na cozinha, mistura-se abacate com sushi. Na rua, veste-se jeans americano com bata indiana e sapato italiano, numa verdadeira salada multicultural. Diante do guarda-roupa, é possível escolher entre um pulôver cor de vinho, chocolate ou cereja. Na cerimônia do Oscar, uma atriz desavisada usa um vestido armado e rococó que mais parece um bolo de casamento. Com a vida agitada nas grandes cidades, é fácil cair da fast-food das lanchonetes direto para o fast-fashion dos magazines. E assim vai-se da mesa para o guarda-roupa num pulo.
Gulosos ou comedidos, extravagantes ou básicos, falar de moda e gastronomia é falar de gente, de tipos dos mais diversos. Qualquer que seja o estilo, ele tem lugar garantido aqui. Seja bem vindo.
Vanessa Barone
Escrito por Vanessa Barone às 14h07
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Galochas
Você não precisa mais da desculpa de que está chovendo ou vai cuidar do jardim. Neste inverno, use galochas à vontade! Elas foram febre no inverno europeu, graças à adesão de grifes como a Chanel e a Burberry, que lançaram seus modelos. Aqui no Brasil, as galochas estão chegando com força.
E como usar esses calçados? Se as galochas forem de cano alto, o melhor é usá-las por cima de calças justas. Quanto mais padronagem as botas tiverem, mais neutra deve ser a roupa, para não poluir o visual. Estampas muito infantis devem ser usadas com cuidado, principalmente se você já passou dos 30.
E lembre-se: as galochas são calçados super-informais. Portanto, não combinam com qualquer ambiente de trabalho.
Escrito por Vanessa Barone às 09h48
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Moda é comportamento
Aquilo que usa sobre o corpo todos os dias diz muito de você – às vezes mais do que você gostaria. E é aí que está a graça de tudo isso. Há quem pense em moda como uma coisa fútil. Uma regrinha boba que muda a cada 6 meses e sem nenhuma razão aparente. Mas não há nada aleatório ou fútil no ato de se vestir. Mesmo quando a indústria da moda lança coisas que desmentem as anteriores, ela está se pautando por um comportamento vigente. Afinal, ninguém é bobo de lançar um estilo de roupa que em nada tenha a ver com os desejos das pessoas. Se a roupa vende é porque ela atende a uma demanda de consumo. E esse consumo tem a ver com comportamento, com mudanças de mentalidade que atinge você, eu e todo mundo.
Na década de 60, as roupas metalizadas e os cabelos na forma de capacete refletiram o desejo do homem de alcançar outros planetas. A conquista espacial se refletiu na moda.
Nos anos 90, a desilusão com o fim das ideologias políticas foi vivida através da moda. O estilo grunge, largado, feio, rebelde sem causa, foi a maior representação desse sentimento.
Isso para falar dos movimentos coletivos. Na vida particular, que compete a cada um, sua roupa é uma ferramenta para demonstrar ao mundo suas intenções e convicções. Use com sabedoria e tire proveito dessa linguagem que é universal e muito poderosa.
Escrito por Vanessa Barone às 17h52
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Rainha Fashion
Vocês não adoraram que a Rainha da Inglaterra tenha sido eleita pela Vogue inglesa como uma das mulheres mais elegantes do mundo? Eu adorei. Não por ela exatamente. Não sou nenhuma fã da monarquia inglesa. Mas por todas as mulheres que já passaram dos 50 e são menosprezadas pela mídia. Para ser elegante é preciso ser jovem? Eu acho que não. Elizabethe tem 81 anos e sabe chamar a atenção para si.
Talvez porque conheça bem os disfarces para manter a silhueta esguia e o figurino chique. Ela sabe, por exemplo, que precisa usar gola careca, para não expor demais o colo -- região do corpo que envelhece mal. Ela veste roupas de tons pastel (é tons pastel mesmo, assim, no singular, viu?), que suavizam as rugas. Deixa à mostra apenas o pedaço das pernas abaixo dos joelhos -- parte que não denuncia a idade e deixa o visual mais jovem (na medida do possível, claro).
Enfim, de truque em truque ela conquistou o seu lugar na lista glamourosa da Vogue. É a vingança das senhorinhas.
Escrito por Vanessa Barone às 18h52
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Foto: Fazfazfaz
Antes de Paris
A butique Antes de Paris, da Vila Madalena (São Paulo) mudou recentemente de endereço. Foi para a mesma rua, a Aspicuelta, mas mudou de número: agora fica num delicioso sobrado, no número 194. Para quem não conhece, a Antes de Paris é uma das lojinhas mais charmosas da vila, onde é possível achar uma roupa exclusiva, com a cara da estilista Gisele Minasse. De suas mãos delicadas e antenadas com a moda (sem ser vítima dela) saem vestidos, blusas, calças e bermudas que não se parecem com a modinha pasteurizada dos shoppings centers -- que eu pessoalmente não aguento mais.
Na primeira vez que visitei a loja, há alguns anos, descobri que Gisele era leitura assídua dos meus textos no Estado de S.Paulo e fiquei muito feliz. A recepção foi pra lá de carinhosa. Obrigada e parabéns por seu trabalho tão precioso, Gisele.
Antes de Paris: (11) 3819-6046 e o site é www.antesdeparis.com.br ou http://blog.antesdeparis.com.br/
Escrito por Vanessa Barone às 17h17
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Foto: New Look, de Dior
Bonecas de Luxo
Render-se ao luxo da alta-costura foi a maneira que os estilistas franceses encontraram para reverter a queda no consumo de moda, durante a Segunda Guerra Mundial. O estilista Christian Dior teve papel fundamental. É dele a autoria da silhueta mais importante dos anos 50. O “New Look” – como foi chamada a invenção de Dior que deixou rosa-púrpura de inveja estilistas como Coco Chanel. O visual propunha um traje de cintura afunilada, saia super ampla e ombros estreitos.
“Durante a Segunda Guerra, a moda ficou apagada”, diz o professor de História da Moda João Braga. “Dior, com seu ‘New Look’, tirou ranço de masculinidade da roupa feminina.” O historiador refere-se ao período em que as mulheres tiveram de entrar para o mercado de trabalho. As saias encurtaram, a roupa ficou mais seca e prática.
Os anos 50 absolveram a sofisticação e o exagero. Vestidos e sapatos forrados com o mesmo tecido foram liberados. Para copiar a saia rodada de Dior, eram necessários metros e metros de pano, o que não era por acaso. O sucesso de Dior e do “New Look” foi patrocinado pelo industrial têxtil Marcel Boussac – que em 1946 havia financiado a Maison Dior de Alta-Costura. “A intenção de Boussac era aumentar o consumo de tecido.” Segundo Braga, Dior deu início a um novo padrão estético, que perduraria até os anos 60. E a indústria têxtil francesa pôde, finalmente, respirar aliviada.
Escrito por Vanessa Barone às 17h00
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Foto: Grupo Corpo
Dois pra lá, dois pra cá
O que há em comum entre a fenda da saia e o movimento do passo de dança, senão a intenção de seduzir? Atividades distintas no mundo prático, mas indissolúveis na essência, moda e dança são farinhas do mesmo saco, são gêmeas nas intenções de fazer o corpo um veículo de sua linguagem. “Moda e dança têm o corpo em comum e a sedução é inerente ao corpo”, diz Kátia Castilho, professora do curso de Tecnologia Têxtil e Indumentária da Universidade de São Paulo (USP). Mais do que isso, a moda é o que faz o corpo brilhar, com cores que não são originalmente suas, e por isso, são tão surpreendentes. Veste-se de outro, para o outro, pelo o outro – tudo para ganhar desse mesmo outro um olhar aprovador. “A moda quer sempre seduzir”, diz Kátia. Já a dança, essa, dá cadência e ritmo ao gestual, que se completa com a roupa na emissão de um discurso encantador. E no palco da vida, moda e dança se encontram mais uma vez, como quase oponentes. No decorrer do espetáculo, a roupa pode intensificar ou reter um movimento. Na roda do vestido está o limite da abertura da perna. Na cava da blusa, as fronteiras do braço em ação. Nesse vai e vem de coisas, o corpo ganha sua força maior, revestido que está de delicadeza e graça.
Escrito por Vanessa Barone às 16h57
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Foto: Melissa Betty Boop
A Fênix de Plástico
Quem era criança na década de 80 certamente se lembra do frisson: a cada temporada, um novo modelo de sandália Melissa era lançado e a gente tinha que correr para comprar. Quer dizer, nossas pobres mães... Era um tempo em que se trocava papel de carta e jogava saquinho, na hora do recreio.....
Pois é, essa sandália lançada em 1979 é um modelo de sobrevivência. Passou de popular à fashion e hoje tem até loja conceitual nos Jardins, coração do comércio chique em São Paulo. Não é mais sinônimo de universo infantil, embora abuse de personagens como Zé Carioca, Snoopy, Hello Kitty e mais recentemente Betty Boop (tá bom, essa não é tão infantil) e O Pequeno Príncípe.
Mas o que a Melissa sempre soube fazer foi marketing. A top model Cláudia Schiffer, a atriz americana Victoria Principal (a Pamela, do seriado “Dallas”), além das brasileiras Maitê Proença, Malu Mader e Tônia Carrero, foram algumas das garotas-propaganda que ajudaram a alavancar suas vendas. Jean-Paul Gaultier, Patrick Cox, Thierry Mugler e Stephane Kélian, entre outros designers, foram convocados a desenhar modelos especiais da sandália. O resultado? A Grendene fabrica cerca de 80 milhões de pares de sapatos por ano e exporta para mais de cinquenta países. Desse total, cerca de 1 milhão de pares são de Melissa.
A matéria-prima e o maquinário utilizado para a fabricação de Melissa se modernizaram, ao longo de duas décadas. O plástico usado, atualmente, é mais flexível. Para a palmilha, o fabricante mistura vários materiais para criar uma palmilha que não abafe os pés. Ah, e uma curiosidade: a essência olfativa da Melissa - que nunca muda - é uma mistura de chiclete com jujubas e pirulito, cuja fórmula a Grendene não revela de jeito nenhum!
Escrito por Vanessa Barone às 17h07
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Fotos: Oscar De La Renta, Coleção Primavera-Verão 07
Vestidos para casar
Muita gente me pergunta como escolher uma roupa para ir a casamentos. Qual a melhor cor, o melhor tecido ou o melhor caimento. Bom, não existem verdades absolutas, mas, para os homens, eu acredito na seguinte regra: terno escuros, à noite ou no fim da tarde, e ternos beges ou cinzas, para cerimônias de manhã ou na hora do almoço.
Para as mulheres, a cor é sempre importante. Nada de ir a um casamento de manhã vestindo, preto, né? A ocasião pede um tom mais claro, amigável e otimista. A cor não precisa ser super clarinha. Valem os tons médios, com certeza. Mas a melhor cor pra você, só é mesmo possível saber depois de passar por uma Análise de Cores, um teste com o tom da pele que eu explico outro dia.
Se a cerimônia é à noite e você não é madrinha - de ficar no altar de uma igreja - tudo bem usar o preto. Os comprimentos variam: casamentos formais, com homens de smoking, pedem vestidos longos. Vestidos médios, até os joelhos, valem para quase todos os outros.
Ah, e capriche no tecido. Não precisa ser 100% seda. Já existem tafetás de poliéster que substituem muito bem o de seda pura. Mas nada de usar malhas sintéticas ou 100% algodão, ok?
Escrito por Vanessa Barone às 14h09
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Foto: Sandálias Havaianas
Sandálias da modernidade
Primeiro foram as sandálias de couro com tira entre os dedos. Depois, vieram as havaianas. E agora, os chinelos caíram nas graças da moda. Não exatamente da moda da passarela. Mas da moda de rua - aquela que verdadeiramente revela o comportamento das pessoas. E entre os mais jovens, os chinelos estão com tudo. Vão ao cinema, às lanchonetes e até para a escola. Fique parado em frente a um colégio e você vai ver: chinelos de todos os tipos decoram os pés dos adolescentes. E se a temperatura estiver baixa, eles são usados com meias...
Bem, as sandálias de dedo têm a cara do verão brasileiro: são super frescas e informais. Mas há lugares com os quais elas não combinam: e aí entram escritórios e escolas. Não se trata de ditadura, mas de um pouco de bom senso. Nesses ambientes, existem regras e códigos a seguir. Por mais liberal que seja a escola, ela não combina com uma havaiana. Um tênis fica tão informal quanto e compromete menos a elegância. Porque não deixar os chinelos para o clube ou a praia?
Escrito por Vanessa Barone às 19h50
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