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Estilo, por Vanessa Barone
 


 

Foto: New Look, de Dior

 

Bonecas de Luxo

Render-se ao luxo da alta-costura foi a maneira que os estilistas franceses encontraram para reverter a queda no consumo de moda, durante a Segunda Guerra Mundial. O estilista Christian Dior teve papel fundamental. É dele a autoria da silhueta mais importante dos anos 50. O “New Look” – como foi chamada a invenção de Dior que deixou rosa-púrpura de inveja estilistas como Coco Chanel. O visual propunha um traje de cintura afunilada, saia super ampla e ombros estreitos.

“Durante a Segunda Guerra, a moda ficou apagada”, diz o professor de História da Moda João Braga. “Dior, com seu ‘New Look’, tirou ranço de masculinidade da roupa feminina.” O historiador refere-se ao período em que as mulheres tiveram de entrar para o mercado de trabalho. As saias encurtaram, a roupa ficou mais seca e prática.

Os anos 50 absolveram a sofisticação e o exagero. Vestidos e sapatos forrados com o mesmo tecido foram liberados. Para copiar a saia rodada de Dior, eram necessários metros e metros de pano, o que não era por acaso. O sucesso de Dior e do “New Look” foi patrocinado pelo industrial têxtil Marcel Boussac – que em 1946 havia financiado a Maison Dior de Alta-Costura. “A intenção de Boussac era aumentar o consumo de tecido.” Segundo Braga, Dior deu início a um novo padrão estético, que perduraria até os anos 60. E a indústria têxtil francesa pôde, finalmente, respirar aliviada.



Escrito por Vanessa Barone às 17h00
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Foto: Grupo Corpo

Dois pra lá, dois pra cá

O que há em comum entre a fenda da saia e o movimento do passo de dança, senão a intenção de seduzir? Atividades distintas no mundo prático, mas indissolúveis na essência, moda e dança são farinhas do mesmo saco, são gêmeas nas intenções de fazer o corpo um veículo de sua linguagem. “Moda e dança têm o corpo em comum e a sedução é inerente ao corpo”, diz Kátia Castilho, professora do curso de Tecnologia Têxtil e Indumentária da Universidade de São Paulo (USP). Mais do que isso, a moda é o que faz o corpo brilhar, com cores que não são originalmente suas, e por isso, são tão surpreendentes. Veste-se de outro, para o outro, pelo o outro – tudo para ganhar desse mesmo outro um olhar aprovador. “A moda quer sempre seduzir”, diz Kátia. Já a dança, essa, dá cadência e ritmo ao gestual, que se completa com a roupa na emissão de um discurso encantador. E no palco da vida, moda e dança se encontram mais uma vez, como quase oponentes. No decorrer do espetáculo, a roupa pode intensificar ou reter um movimento. Na roda do vestido está o limite da abertura da perna. Na cava da blusa, as fronteiras do braço em ação. Nesse vai e vem de coisas, o corpo ganha sua força maior, revestido que está de delicadeza e graça.

 



Escrito por Vanessa Barone às 16h57
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Foto: Melissa Betty Boop

A Fênix de Plástico

Quem era criança na década de 80 certamente se lembra do frisson: a cada temporada, um novo modelo de sandália Melissa era lançado e a gente tinha que correr para comprar. Quer dizer, nossas pobres mães... Era um tempo em que se trocava papel de carta e jogava saquinho, na hora do recreio.....

Pois é, essa sandália lançada em 1979 é um modelo de sobrevivência. Passou de popular à fashion e hoje tem até loja conceitual nos Jardins, coração do comércio chique em São Paulo. Não é mais sinônimo de universo infantil, embora abuse de personagens como Zé Carioca, Snoopy, Hello Kitty e mais recentemente Betty Boop (tá bom, essa não é tão infantil) e O Pequeno Príncípe.

Mas o que a Melissa sempre soube fazer foi marketing. A top model Cláudia Schiffer, a atriz americana Victoria Principal (a Pamela, do seriado “Dallas”), além das brasileiras Maitê Proença, Malu Mader e Tônia Carrero, foram algumas das garotas-propaganda que ajudaram a alavancar suas vendas. Jean-Paul Gaultier, Patrick Cox, Thierry Mugler e Stephane Kélian, entre outros designers, foram convocados a desenhar modelos especiais da sandália. O resultado? A Grendene fabrica cerca de 80 milhões de pares de sapatos por ano e exporta para mais de cinquenta países. Desse total, cerca de 1 milhão de pares são de Melissa.

A matéria-prima e o maquinário utilizado para a fabricação de Melissa se modernizaram, ao longo de duas décadas. O plástico usado, atualmente, é mais flexível. Para a palmilha, o fabricante mistura vários materiais para criar uma palmilha que não abafe os pés. Ah, e uma curiosidade: a essência olfativa da Melissa - que nunca muda - é uma mistura de chiclete com jujubas e pirulito, cuja fórmula a Grendene não revela de
jeito nenhum!



Escrito por Vanessa Barone às 17h07
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Fotos: Oscar De La Renta, Coleção Primavera-Verão 07

 

Vestidos para casar

 

Muita gente me pergunta como escolher uma roupa para ir a casamentos. Qual a melhor cor, o melhor tecido ou o melhor caimento. Bom, não existem verdades absolutas, mas, para os homens, eu acredito na seguinte regra: terno escuros, à noite ou no fim da tarde, e ternos beges ou cinzas, para cerimônias de manhã ou na hora do almoço.

Para as mulheres, a cor é sempre importante. Nada de ir a um casamento de manhã vestindo, preto, né? A ocasião pede um tom mais claro, amigável e otimista. A cor não precisa ser super clarinha. Valem os tons médios, com certeza. Mas a melhor cor pra você, só é mesmo possível saber depois de passar por uma Análise de Cores, um teste com o tom da pele que eu explico outro dia.

Se a cerimônia é à noite e você não é madrinha - de ficar no altar de uma igreja - tudo bem usar o preto. Os comprimentos variam: casamentos formais, com homens de smoking, pedem vestidos longos. Vestidos médios, até os joelhos, valem para quase todos os outros.

Ah, e capriche no tecido. Não precisa ser 100% seda. Já existem tafetás de poliéster que substituem muito bem o de seda pura. Mas nada de usar malhas sintéticas ou 100% algodão, ok?



Escrito por Vanessa Barone às 14h09
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Foto: Sandálias Havaianas

 

Sandálias da modernidade

Primeiro foram as sandálias de couro com tira entre os dedos. Depois, vieram as havaianas. E agora, os chinelos caíram nas graças da moda. Não exatamente da moda da passarela. Mas da moda de rua - aquela que verdadeiramente revela o comportamento das pessoas. E entre os mais jovens, os chinelos estão com tudo. Vão ao cinema, às lanchonetes e até para a escola. Fique parado em frente a um colégio e você vai ver: chinelos de todos os tipos decoram os pés dos adolescentes. E se a temperatura estiver baixa, eles são usados com meias...

Bem, as sandálias de dedo têm a cara do verão brasileiro: são super frescas e informais. Mas há lugares com os quais elas não combinam: e aí entram escritórios e escolas. Não se trata de ditadura, mas de um pouco de bom senso. Nesses ambientes, existem regras e códigos a seguir. Por mais liberal que seja a escola, ela não combina com uma havaiana. Um tênis fica tão informal quanto e compromete menos a elegância. Porque não deixar os chinelos para o clube ou a praia?

 



Escrito por Vanessa Barone às 19h50
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